MÃO MORTA: o sistema nuclear secreto que pode lançar mísseis mesmo após o fim da Rússia

 


Em meio às crescentes tensões globais e à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, volta a chamar atenção um dos sistemas militares mais temidos já criados: a chamada “Mão Morta”, conhecida oficialmente como Perimeter nuclear system.

Criado durante a Guerra Fria, o sistema foi desenvolvido pela União Soviética para garantir que o país pudesse responder com um ataque nuclear devastador mesmo que toda a liderança do país fosse eliminada num primeiro ataque inimigo.

Como funciona o sistema

O sistema “Mão Morta” funciona como uma espécie de mecanismo automático de retaliação nuclear. Ele monitora constantemente sinais que podem indicar um ataque nuclear contra o território russo, incluindo níveis de radiação, ondas sísmicas provocadas por explosões e a interrupção das comunicações militares.



Caso um grande ataque seja detectado e o sistema conclua que não existe mais comando humano ativo para responder, ele pode ativar um procedimento final: o lançamento de um míssil de comando que transmite ordens para bases nucleares em todo o país.

A partir desse momento, diversos mísseis balísticos intercontinentais podem ser lançados automaticamente contra alvos previamente definidos.

O objetivo: garantir vingança nuclear

A criação desse sistema está diretamente ligada à estratégia conhecida como Destruição Mútua Assegurada, que dominou a lógica militar da Guerra Fria.

A ideia é simples e assustadora: se um país lançar um ataque nuclear devastador, ele também será destruído por uma retaliação inevitável.

Esse princípio foi pensado justamente para evitar que qualquer potência se arriscasse a iniciar uma guerra nuclear global.

Um dos sistemas mais temidos da história

Especialistas militares consideram o Perimeter um dos sistemas mais assustadores já concebidos pela humanidade. Mesmo décadas após o fim da União Soviética, acredita-se que o mecanismo ainda exista em alguma forma dentro da estrutura estratégica da Rússia.

Num mundo novamente marcado por rivalidades entre grandes potências, a simples existência de um sistema capaz de lançar armas nucleares automaticamente continua a ser um lembrete sombrio de até onde a humanidade chegou na corrida armamentista.
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