RÚSSIA OBRIGA EMPRESAS A ENTREGAREM FUNCIONÁRIOS PARA A GUERRA


        


A Rússia está a adotar uma nova estratégia para reforçar o seu exército, envolvendo diretamente empresas no processo de recrutamento militar. A medida surge num contexto de queda nas taxas de alistamento, sobretudo nas grandes cidades, mesmo com incentivos financeiros.

Segundo informações divulgadas pelo Business Insider, empresas com mais de 150 funcionários passaram a ser orientadas a indicar trabalhadores para o serviço militar por contrato. Na região de Ryazan, o governador Pavel Malkov formalizou a medida, exigindo que tanto empresas privadas quanto estatais apresentem uma lista de candidatos.

O número de indicados varia conforme o tamanho da empresa:

Entre 150 e 300 funcionários: pelo menos 2 candidatos
De 300 a 500: 3 candidatos
Acima de 500: 5 candidatos


Embora não seja oficialmente classificada como mobilização, a iniciativa é vista como uma forma indireta de recrutamento obrigatório. Especialistas apontam que esta prática pode representar um mecanismo de mobilização encoberta, sem necessidade de anúncio formal por parte do governo.
Nos últimos meses, o Kremlin tem recorrido a diferentes estratégias para manter o efetivo militar, incluindo incentivos financeiros, recrutamento de prisioneiros e alistamento no exterior. A inclusão das empresas neste processo indica um nível crescente de controlo estatal sobre o recrutamento.
Apesar de o documento não detalhar penalizações específicas, a legislação russa prevê multas elevadas para organizações que não cumpram ordens governamentais, o que pode aumentar a pressão sobre o setor empresarial.

A medida levanta preocupações sobre a transparência e reforça a perceção de que o país enfrenta dificuldades em manter o número de soldados necessários através de meios voluntários.


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